Você já reparou que, com a chegada da primavera, seu cão ou gato parece se coçar mais e deixar mais pelos no sofá? Essa mudança não é coincidência. A estação mais florida do ano pode trazer alterações reais no organismo dos pets, como as alergias, e conhecê-las ajuda os responsáveis a agir na hora certa.
Neste artigo, você vai entender:
Com o aumento da temperatura, da umidade e da floração das plantas, o ambiente passa a concentrar mais pólen, fungos e ácaros no ar. Para pets com predisposição à atopia, esse contato mais intenso com alérgenos ambientais costuma agravar o quadro justamente nessa época do ano.
Além disso, o calor acelera o ciclo de vida de pulgas e carrapatos, tornando não apenas as áreas gramadas e os passeios ao ar livre pontos de maior exposição, mas também o próprio ambiente domiciliar, que pode abrigar fases larvais e ovos desses ectoparasitas.
A combinação de mais parasitas circulando com mais alérgenos no ar explica por que a primavera é apontada como uma das estações de maior atenção para a saúde da pele e das vias respiratórias dos pets.
Vale lembrar que a coceira é um dos sinais clínicos mais evidentes das alergias sazonais em pets, presente na maioria dos casos de dermatite atópica.
Fique atento a mudanças no comportamento e na pele do pet, especialmente nesta época do ano:
Em gatos, o prurido pode levar o animal a agravar as próprias lesões por autotraumatismo, com lambedura excessiva resultando em alopecia autoinduzida nas áreas afetadas.
Como esses sinais também podem estar associados a outras condições, como infestação por pulgas ou infecções de pele, a avaliação do Médico-Veterinário é o caminho mais seguro para chegar ao diagnóstico correto.
Além das alergias, a primavera é uma das duas épocas do ano, junto com o outono, em que cães e gatos passam pela troca sazonal de pelos. É um mecanismo natural de adaptação: a pelagem mais densa do inverno vai dando lugar a fios mais leves, preparando o animal para o calor.
A duração e a intensidade dessa troca variam conforme a raça, a idade, o sexo e outros fatores individuais do animal.
Na mudança sazonal normal, o pelo velho vai caindo enquanto o novo já ocupa o espaço, sem deixar falhas visíveis na pelagem e sem causar coceira associada.
Esse é um ponto importante para os responsáveis observarem em casa. Alguns sinais ajudam a identificar quando a queda de pelos deixou de ser apenas sazonal:
Quando esses sinais aparecem, vale considerar que a causa pode não ser apenas adaptações para a mudança de estação. Estresse, alimentação inadequada, parasitas, infecções de pele e até alterações hormonais também podem levar à queda excessiva de pelos, e cada uma dessas causas pede uma conduta diferente.
Algumas atitudes simples no dia a dia ajudam a tornar a estação mais confortável para o pet:
Remove os pelos que já se desprenderam, reduzindo a quantidade espalhada pela casa e ainda funciona como um momento de observar a pele do animal de perto.
Em áreas gramadas, o pet fica mais exposto a alérgenos ambientais, além de insetos como formigas e abelhas, que podem causar reações alérgicas preocupantes.
O calor acelera a proliferação desses parasitas, o que reforça a importância de manter a proteção antiparasitária em dia.
Mudanças de comportamento, apetite ou padrão de coceira costumam ser os primeiros sinais de que algo precisa de avaliação.
Nem toda coceira ou queda de pelo representa um problema sério, mas os sinais listados anteriormente merecem avaliação sem demora.
Filhotes, idosos e animais com histórico de alergia ou doenças crônicas pedem atenção redobrada nessa transição de estação. Quanto mais cedo a causa for identificada, maiores as chances de controlar o desconforto e evitar que o quadro se agrave.
Cada pet reage de um jeito à primavera, e é o Médico-Veterinário quem vai avaliar o histórico do animal, os sinais apresentados e indicar a conduta mais adequada para cada caso.
Não necessariamente. A troca sazonal é esperada e não costuma causar falhas na pelagem ou coceira. Quando a queda vem acompanhada desses sinais, ou é muito intensa e concentrada em uma região, o ideal é buscar avaliação de um Médico-Veterinário.
Sim. A exposição a alérgenos ambientais, como o pólen, mais concentrado na primavera, é um dos gatilhos da dermatite atópica em pets, e a coceira costuma ser o sinal clínico mais evidente.
A escovação regular não previne a alergia em si, mas ajuda a reduzir o acúmulo de pelos e facilita a identificação precoce de alterações na pele.
Sim. Existem raças de gatos que apresentam folículos capilares que são mais sincronizados e se preparam para mudanças sazonais, enquanto outras apresentam folículos assíncronos, em que a queda de pelo pode ocorrer durante todo o ano.
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