Com a chegada de outubro e da campanha de conscientização sobre o câncer de mama, o alerta vai além das pessoas: ele também vale para o universo pet, e neste texto em específico para as gatas, que merecem atenção especial dos responsáveis.
Isso porque o câncer de mama é o terceiro tipo de tumor mais diagnosticado em felinos, sendo que aproximadamente 90% são considerados malignos. É justamente por isso que a atenção redobrada e o acompanhamento veterinário regular fazem tanta diferença no prognóstico.
Neste artigo, você vai entender:
Em gatas, os tumores mamários apresentam alta taxa de malignidade, podendo atingir até 90% dos casos. Esses tumores tendem a se comportar de forma agressiva e são altamente metastáticos, podendo se espalhar para outras partes do corpo se não for tratado a tempo.
Por isso, qualquer alteração na região mamária da gata merece ser avaliada com cuidado pelo Médico-Veterinário, e o diagnóstico precoce faz toda a diferença no prognóstico.
O câncer de mama é considerado uma doença com várias causas possíveis. A exposição prolongada aos hormônios sexuais, principalmente estrogênio e progesterona (hormônios que regulam o ciclo reprodutivo da gata), está entre os principais fatores associados ao desenvolvimento da doença, sendo mais comum em gatas com idade mais avançada, especialmente entre 10 e 11 anos.
Além da influência hormonal e da idade, fatores genéticos e ambientais, como a raça, a dieta e a obesidade, também têm papel relevante no risco.
A observação em casa é um dos primeiros passos para identificar alterações na região mamária da gata. Vale ficar atento a:
Ao notar qualquer uma dessas alterações, o ideal é procurar o Médico-Veterinário para que sejam realizados exames físicos, laboratoriais e de imagem, além da coleta de amostras, que ajudam a direcionar o tratamento e a confirmar o diagnóstico, incluindo se o tumor é benigno ou maligno.
A castração é apontada como um caminho para evitar o câncer de mama em pets, já que o hormônio produzido pelos ovários está diretamente ligado ao surgimento da doença. Os estudos comprovam a importância do timing: a castração antes dos 6 meses está associada a uma redução de aproximadamente 91% no risco de desenvolvimento de câncer de mama em gatas.
Ainda assim, a castração não deve ser vista como garantia isolada de proteção. O acompanhamento veterinário segue sendo indispensável e vale sempre conversar com o Médico-Veterinário sobre o melhor momento para o procedimento. Além disso, existem outros cuidados diários importantes para reduzir o risco de câncer, como ajustes na alimentação e o estímulo à atividade física.
Consultas regulares permitem que o Médico-Veterinário identifique alterações mesmo antes do surgimento de sinais visíveis.
Diante da identificação de qualquer nódulo, alteração de pele ou secreção na região mamária, a avaliação com o Veterinário não deve ser adiada, já que essa é a etapa que mais influencia o prognóstico diante do câncer de mama em gatas.
O risco realmente aumenta com a idade, sendo mais frequente entre 10 e 11 anos. Ainda assim, vale manter a atenção em todas as fases da vida da gata, já que a observação regular da região mamária deve fazer parte da rotina de cuidados desde cedo.
Nem sempre, mas qualquer nódulo precisa ser avaliado pelo Médico-Veterinário para identificar se a alteração é benigna ou maligna.
Não necessariamente. Mesmo em gatas castradas, o acompanhamento veterinário regular continua sendo essencial, já que a castração isolada não garante proteção total contra a doença.
O ideal é que a observação em casa seja parte da rotina. Além disso, consultas regulares com o Médico-Veterinário são fundamentais para que a região seja examinada e para que sejam realizados outros exames que aumentem as chances de identificar alterações logo no início.
Vetnil® | Parceira de quem cuida.
Bem-vindo a Vetnil®
Usamos cookies para
melhorar sua experiência.
Nós guardamos informações técnicas e analíticas do seu acesso e navegação em nosso site.