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DIABETES EM CÃES E GATOS — PETS TAMBÉM PODEM TER ESSA DOENÇA?
5 min

A diabetes em cães e gatos pode se manifestar de diferentes formas. Os primeiros sinais clínicos, geralmente, são o aumento na frequência e no volume da urina e maior consumo de água e alimentos associado à perda de peso. 

Após o diagnóstico realizado pelo Médico-Veterinário, feito a partir da anamnese e da realização de exames, é preciso adequar a dieta do pet e estabelecer uma rotina de exercícios físicos com intuito de controle do quadro.

Entenda tudo sobre a doença neste artigo!

Como surge a diabetes em cães e gatos?

Antes de entender como e porquê a diabetes se manifesta em pets, é importante entender o que é a doença e qual é a sua origem. De modo geral, essa condição se refere ao aumento de glicose (açúcar) no sangue. Isso pode acontecer, principalmente, por dois motivos:

       • Devido à menor produção de insulina (hormônio que sinaliza os transportadores da membrana celular para que permitam a entrada da glicose) no organismo;
       • Ou pela incapacidade desse hormônio de executar os seus efeitos.

 Quando o pet se alimenta, os carboidratos ingeridos são absorvidos pelo intestino e chegam à corrente sanguínea na forma de açúcar simples como a glicose, por exemplo, uma importante fonte energética para as células.

Mas, para a glicose conseguir desempenhar o seu papel e entrar nas células, é necessária a ação da insulina, hormônio que possibilita essa entrada. Sem ela, a glicose não consegue ir para onde precisa e fica no sangue, o que ocasiona a diabetes. 

A diabetes em cachorro surge, normalmente, pela deficiência na produção de insulina. Já nos gatos, é comum que haja resistência do organismo à ação da insulina. 

O que causa diabetes em cães e gatos?

Há diferentes causas que provocam diabetes em pets e, muitas delas, ainda não estão completamente esclarecidas. Entretanto, sabe-se que fatores genéticos e ambientais, como peso, idade, sexo, e hábitos alimentares, podem influenciar. 

Algumas raças de cachorro apresentam predisposição para a condição, por exemplo — Poodles, Huskys Siberiano e Pugs. Em gatos, não há um consenso sobre essa correlação racial, tornando o sobrepeso o principal fator de risco. 

Em todo caso, é importante lembrar que qualquer animal tem o risco de desenvolver a doença. Por isso, uma forma de ajudar na prevenção — e até mesmo no tratamento depois do diagnóstico —, é estimulando a prática de exercícios e uma dieta balanceada.

O que cães e gatos com diabetes podem comer?

A dieta para cães e gatos com diabetes deve ser determinada pelo Médico-Veterinário, e dependerá de diversos fatores como o peso do pet, hábitos alimentares, rotina de exercícios, raça, dentre outros. 

Dependendo do momento do diagnóstico, alguns animais apresentam-se abaixo do peso devido ao consumo de gordura e proteína corpórea como fontes alternativas de energia. Nesses casos, pode ser recomendada pelo Médico-Veterinário uma dieta hipercalórica, que deve ser sempre elaborada considerando uma diminuição da quantidade de carboidratos solúveis e aumento da ingestão de fibras.

A dieta do cão diabético deve conter alta concentração de carboidratos complexos. Como essas moléculas são maiores, elas demoram mais tempo para serem digeridas. Isso permite o aumento gradual da glicemia, evitando episódios de hiperglicemia. 

Por outro lado, para aqueles com sobrepeso, pode ser necessário fazer a restrição calórica e suplementar com ômega 3 — elemento que aumenta o número de receptores de insulina em vários tecidos, favorecendo a ação do hormônio e, consequentemente, o maior controle da glicemia.

Em caso de suspeita de diabetes em cães e gatos, procure o Médico-Veterinário para o correto diagnóstico e tratamento. Ele irá responder suas dúvidas e analisar os pontos críticos da dieta do seu pet, seja ajustando-a ou recomendando suplementação.

Quer ficar por dentro de mais dicas de cuidados e pontos de alerta com a saúde do seu pet? Então confira os textos que compartilhamos no blog da Vetnil!

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