Laminite Em Equinos — Prováveis Causas E Como Reconhecer

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Se o seu cavalo tem demonstrado dificuldades ao andar ou resistência em se mover, está na hora de acender o alerta. Uma das doenças locomotoras mais comuns em equinos é a laminite, uma inflamação das lâminas dos cascos — estruturas que ligam o estojo córneo à terceira falange.

Entenda mais sobre a condição, saiba quais são os principais sintomas e veja como identificá-la.

O que é laminite?

A laminite é uma doença locomotora muito comum em cavalos adultos. Essa enfermidade é caracterizada por uma inflamação das lâminas dos cascos, estruturas que ligam o estojo córneo à terceira falange, causando muita dor e sofrimento aos equinos. 

Quais são os sintomas de laminite?

O primeiro sinal que um cavalo dá quando tem laminite é a relutância em se mover. Devido à dor extrema na sola, na região das pinças, a tendência é apoiar os talões. 

Sendo assim, quando os cascos dos membros anteriores estão afetados, é comum que ele desloque o peso para os posteriores. Nos casos em que as quatro patas estão afetadas, é de se esperar que ele permaneça deitado em posição lateral.

Além disso, outra forte característica da doença é a temperatura elevada da região por conta do quadro inflamatório intenso. Outros sinais que também estarão presentes, mas podem passar despercebidos, são:

  • afundamento e/ou ruptura da linha da coroa na região das pinças;
  • pulso forte nas artérias digitais;
  • ansiedade e tensão muscular;
  • expressão de dor;
  • aumento na temperatura corpórea e alteração nos sinais vitais;
  • sudorese;
  • caminhar similar a “pisar em ovos”;
  • nos casos de afundamento da terceira falange, aproximação dos quatro cascos ao se manter em pé, lembrando “elefante de circo”; 
  • nos casos crônicos, deformação dos cascos;
  • formação de anéis na muralha dos cascos, mais largas na região dos talões e menores na região das pinças;
  • abaulamento da sola na região das pinças;
  • ruptura da sola em forma de “meia lua” na região das pinças entre o ápice da ranilha e a pinça.

É muito importante que, ao se observar qualquer um desses sinais, por mais simples que pareça, o proprietário do animal busque um médico-veterinário imediatamente para investigar as causas e iniciar o tratamento. 

Quais são as causas de laminite em cavalos?

As causas da laminite em cavalos são muito variadas e ainda pouco compreendidas, para falar a verdade. As mais comuns e bem aceitas como unanimidade são:

  • alta ingestão de grãos — carboidratos solúveis;
  • toxemia devido à infecção bacteriana;
  • excesso de peso em algum dos membros quando o animal, por algum motivo, não o distribui corretamente — conhecida como laminite estática — normal em casos de ferimentos ou cirurgias em algum dos membros;
  • retenção de placenta nas éguas;
  • concussão da sola, causada por longas caminhadas em pisos duros, como o asfalto;
  • compressão excessiva da sola, causada por ferraduras mal postas, mal ajustadas ou mantidas por tempo excessivo;
  • isquemia do casco devido ao frio —  neve — ou ao calor excessivo —devido ao piso ou à colocação de ferraduras;

Além desses fatores que, em sua maioria, são externos, a laminite também pode ser desenvolvida por conta de distúrbios metabólicos, que, de forma geral, comprometem a circulação sanguínea. São exemplos de situações que podem desencadear casos como este:

  • as deficiências minerais envolvidas na expulsão da placenta;
  • a Síndrome Metabólica Equina, em animais obesos;
  • as disfunções da glândula pituitária ou Síndrome de Cushing, de maior ocorrência em animais mais velhos;
  • a exposição a fertilizantes que tenham nitrato em sua composição.  

Como tratar laminite? 

O sucesso do tratamento depende da rapidez em estabelecer e eliminar a causa da doença. É essencial que haja controle da dor do animal e que a circulação sanguínea do casco volte à normalidade o mais rápido possível.

É papel do médico-veterinário estabelecer um prognóstico e propor correções necessárias para prevenir que casos como este venham a acontecer novamente. 

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Contribuição: Médico-veterinário Drº Mário Duarte (@marioduarte.vet)

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