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27 de abril de 2026
CARDIOPATIAS EM CÃES: 5 MITOS E VERDADES QUE TODO RESPONSÁVEL PRECISA CONHECER
5 min
27 de abril de 2026
CARDIOPATIAS EM CÃES: 5 MITOS E VERDADES QUE TODO RESPONSÁVEL PRECISA CONHECER
5 min

As cardiopatias correspondem a cerca de 10% dos atendimentos na rotina clínica de pequenos animais, representando algumas das principais causas de morbidade e mortalidade na clínica de pequenos animais. Embora algumas cardiopatias sejam mais frequentes em animais idosos, essas alterações podem surgir ao longo da vida e, muitas vezes, evoluem de forma silenciosa nas fases iniciais.

De acordo com Kauê Ribeiro, Médico-Veterinário da Vetnil®, a avaliação clínica periódica é uma das principais formas de acompanhar a saúde cardiovascular dos animais e identificar possíveis alterações precocemente. Além disso, mudanças sutis no comportamento do pet, como cansaço fácil, respiração mais acelerada, tosse frequente ou menor disposição para atividades do dia a dia, podem ser alguns dos primeiros indícios e merecem atenção dos responsáveis.

“O responsável convive diariamente com o pet e costuma ser o primeiro a notar mudanças de comportamento. Quando há alterações como cansaço excessivo, tosse frequente ou dificuldade para se exercitar, é importante procurar avaliação veterinária para investigar a causa”, explica Ribeiro.

Descubra os principais mitos e verdades sobre cardiopatias em cães

Assim como acontece para diversas condições de saúde, as doenças cardíacas em cães ainda geram dúvidas entre os responsáveis pelos animais. A seguir, o veterinário esclarece alguns dos mitos e verdades mais comuns sobre o tema.

1. Apenas cães idosos desenvolvem problemas cardíacos

Mito. Embora o envelhecimento aumente o risco de determinadas cardiopatias (como a doença valvar), cães jovens também podem apresentar alterações no coração. Algumas raças possuem predisposição genética e existem ainda doenças congênitas, presentes desde o nascimento.

“É verdade que muitos casos aparecem com o avanço da idade, mas isso não significa que animais jovens estejam livres de alterações cardíacas. Por isso, o acompanhamento veterinário ao longo de toda a vida é tão importante”, explica Ribeiro.

2. Se o cachorro não apresenta sintomas, o coração está saudável

Mito. Diversas doenças cardíacas evoluem de forma silenciosa nas fases iniciais. Quando os sinais aparecem, podem incluir intolerância ao exercício, respiração acelerada, desmaios ou tosse persistente.

“Muitas cardiopatias são identificadas durante exames de rotina, antes mesmo de o responsável perceber algum sintoma. Um sinal clássico auscultado pelo veterinário é o sopro, que indica que o cão apresenta alguma alteração valvar que precisa ser investigada. Dessa forma, a consulta veterinária permite avaliar o coração e investigar qualquer alteração de forma precoce”, afirma.

3. Cães com cardiopatia não podem mais se exercitar

Mito. A prática de atividades físicas nem sempre precisa ser interrompida. Em muitos casos, o animal pode continuar se exercitando, desde que com intensidade adequada e sob orientação veterinária.

“O exercício moderado pode fazer parte da rotina de muitos cães cardiopatas. Inclusive, é uma excelente forma de auxiliar na manutenção do peso e oferecer bem-estar, pontos que auxiliarão no manejo da doença cardíaca. O importante é respeitar o limite do animal e seguir as orientações do médico-veterinário para evitar sobrecarga”, destaca o veterinário da Vetnil®.

4. Tosse frequente pode estar relacionada a problemas cardíacos

Verdade. Embora seja comumente associada a doenças respiratórias, a tosse também pode ser um sinal de alterações cardíacas, especialmente quando aparece com frequência ou vem acompanhada de cansaço e dificuldade respiratória.

“Quando o coração aumenta de tamanho ou há alterações na circulação, algumas estruturas próximas aos pulmões podem ser afetadas, o que pode desencadear episódios de tosse. É importante entender também que o grau de tosse não está diretamente correlacionado com o grau da doença, não devendo ser um parâmetro para avaliar efetividade do tratamento”, explica Ribeiro.

5. Cardiopatias reduzem o tempo de vida do cão e não há medicação que possa prolongar a longevidade

Mito. Com diagnóstico precoce e acompanhamento adequado, muitos cães com doenças cardíacas conseguem manter uma boa qualidade de vida por longos períodos.

“Hoje temos mais recursos para acompanhar e manejar essas condições. Quando o diagnóstico acontece cedo e o tratamento é seguido corretamente, muitos animais continuam ativos e com boa qualidade de vida. O ideal é termos exames de imagens específicos que nos permitam classificar o estágio da doença cardíaca, principalmente falando das doenças valvares e cardiomiopatia dilatada, iniciando o tratamento no momento certo para preservar a qualidade de vida e estender ao máximo o período sem que o paciente avance a doença e necessite de mais medicações e cuidados mais intensos”, ressalta.

Acompanhamento veterinário é essencial para a saúde do coração

Segundo o veterinário da Vetnil®, manter consultas regulares e realizar exames quando indicados são medidas importantes para acompanhar a saúde do coração dos pets ao longo da vida. A observação atenta do comportamento do animal também faz diferença, já que alterações na respiração, cansaço excessivo, desmaios ou tosse persistente devem sempre ser avaliadas por um médico-veterinário.

“Cuidar da saúde do coração também faz parte da rotina de prevenção. Consultas periódicas e atenção aos sinais do animal ajudam a identificar alterações precocemente e permitem que o pet receba o acompanhamento adequado para viver com mais conforto e qualidade de vida”, conclui Ribeiro.

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