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24 de novembro de 2025
CONTROLE DE VERMINOSES EM EQUINOS
3 min
24 de novembro de 2025
CONTROLE DE VERMINOSES EM EQUINOS
3 min

Planejamento estratégico e uso criterioso de vermífugos são os pilares do controle eficaz dos parasitas.

O parasitismo gastrointestinal é um dos desafios mais frequentes do manejo sanitário dos equinos e afeta animais de todas as idades. “Sua prevalência é maior em períodos com maior umidade, temperatura e índice de chuvas. As condições tropicais do Brasil favorecem esse cenário, tornando ainda mais importante a adoção de um manejo estratégico para o controle das verminoses”, destaca o Prof. Dr. Neimar Roncati, referência nacional em clínica médica-veterinária.

“Embora os sinais clínicos sejam observados principalmente em casos de infecção intensa, é importante estar atento a determinados sinais clínicos, como perda de peso, cólicas, fezes pastosas, coceira na região perianal, apatia, atraso no crescimento e queda de performance”, explica o Prof. Dr. Neimar Roncati. O monitoramento periódico é fundamental, principalmente para potros, cavalos mais velhos, doentes e debilitados, já que esses animais são mais vulneráveis a complicações. 

Entre as principais espécies de parasitas gastrointestinais que afetam os equinos estão Habronema spp., responsável por feridas de pele de difícil cicatrização no seu ciclo errático; Parascaris equorum e Strongyloides westeri, que parasitam o intestino delgado e podem causar enterite e atraso no desenvolvimento, além de possuírem ciclo pulmonar; Anoplocephala perfoliata, parasita que pode provocar obstruções e cólicas graves; e Oxyuris equi, espécie geralmente associada à intensa coceira na região perianal, além dos ciatostomíneos, que são muito comuns no mundo inteiro.

Somando-se à variedade de vermes que podem afetar a saúde dos animais, a resistência parasitária é outro desafio imposto por esses parasitas.  O uso sem controle de vermífugos é o principal fator contribuinte para o desenvolvimento da resistência, tornando tratamentos menos eficientes. “Atualmente, a abordagem mais assertiva envolve um levantamento epidemiológico e a realização de exames de OPG (ovos por grama de fezes) para identificar cargas parasitárias e determinar quais indivíduos necessitam de tratamento, pois, para evitar o desenvolvimento de resistência pelos parasitas, o procedimento mais indicado é fazer o controle sem o intuito de zerar a população de vermes”, comenta o Prof. Dr. Roncati.

O combate aos parasitas deve considerar sempre a faixa etária dos animais, pois, quanto mais jovens os potros, por conta de seu sistema imunológico imaturo e comportamento de coprofagia, mais fácil eles se contaminam. Um bom controle deve iniciar-se nas éguas prenhes ao final de gestação e nos neonatos a partir do segundo mês de vida, quando o parasitismo já pode causar doenças graves. Já potros desmamados e animais adultos devem ser monitorados, com exames regulares, e o tratamento aplicado somente quando a carga parasitária estiver acima da média, respeitando a saúde imunológica e evitando o uso desnecessário de vermífugos. 

Em termos de tecnologias presentes no mercado, Doraequi Plus® — vermífugo oral de amplo espectro — conta com a associação de doramectina e praziquantel, destacando-se pela eficácia comprovada, com atuação contra vermes redondos e chatos.

Além do tratamento com vermífugos modernos, como Doraequi Plus®, outras medidas de manejo contribuem para a prevenção das verminoses, como: limpeza regular das pastagens, quarentena para animais recém-chegados, separação por faixa etária, monitoramento constante da carga parasitária com exames e acompanhamento de um médico-veterinário. “São práticas que, quando combinadas, protegem o plantel e reduzem a possibilidade de desenvolvimento de resistência dos vermes, proporcionando a manutenção do bem-estar equino”, completa o especialista.

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