Com o aumento gradual da temperatura e dias mais longos, a primavera costuma estimular passeios, permanência em áreas externas e outras atividades ao ar livre com os pets, além de mudanças na frequência dos banhos. Essa nova rotina pode ampliar o contato dos animais com poeira, pólen, gramados, vento e umidade. Tais fatores não significam que a estação provoque, por si só, alergias ou irritações, mas justificam maior atenção dos responsáveis quanto à pele, aos olhos e às orelhas dos pets.
De acordo com Kauê Ribeiro, Médico-Veterinário da Vetnil®, a recomendação é observar o animal depois das atividades externas e estar atento a alterações em relação ao seu comportamento habitual. Coceira frequente, vermelhidão, secreções, mau odor, lesões ou falha na pelagem precisam ser avaliados por um Médico-Veterinário.
“A primavera pode modificar tanto o ambiente quanto os hábitos da família e do pet. Durante a estação, com o aumento da temperatura e da floração das plantas, há maior concentração de alérgenos no ar, como o pólen, que podem desencadear ou agravar processos alérgicos em pets sensíveis. Além disso, climas mais quentes e úmidos podem favorecer a proliferação de ectoparasitas. Nesse sentido, o animal que passa a sair mais, frequentar parques ou permanecer em áreas externas fica exposto a elementos diferentes daqueles encontrados dentro de casa. A prevenção começa com cuidados de higiene, uso de ectoparasiticidas e, principalmente, com a capacidade do responsável de perceber mudanças e procurar auxílio veterinário”, explica Ribeiro.
Pele e pelagem devem ser observadas após os passeios
Depois de caminhar por parques, praças ou áreas com vegetação, é importante verificar patas, dobras da pele e pelagem. Folhas, terra, pequenos fragmentos vegetais e outras sujidades podem permanecer aderidos ao corpo do animal. A inspeção também ajuda a identificar precocemente sinais de dermatite, como áreas avermelhadas, queda de pelo, ressecamento e feridas, além da presença de ectoparasitas.
Nesse sentido, Kauê Ribeiro destaca que quando necessária, a limpeza da pele e pelame deve ser feita com produtos próprios para cães e gatos. A frequência dos banhos precisa respeitar as características da pele, da pelagem e da rotina de cada pet, preferencialmente com orientação veterinária. Banhos excessivos ou o uso de produtos destinados a humanos podem comprometer a proteção natural da pele.
“Após a higienização, a secagem completa também merece atenção, principalmente nas dobras e entre os dedos. Nem todo contato com poeira ou vegetação causará um problema, mas o responsável deve conhecer o padrão do animal. Coçar-se repetidamente, lamber as patas de forma insistente, apresentar falhas na pelagem ou demonstrar incômodo ao toque são sinais que justificam uma investigação”, orienta.
Limpeza ao redor dos olhos exige delicadeza
Vento, poeira e partículas presentes no ambiente podem favorecer o acúmulo de sujidades e secreções ao redor dos olhos. A região periocular deve ser observada diariamente e, quando necessário, higienizada com gaze limpa e produto específico, sempre com movimentos suaves. Os animais também podem se beneficiar do uso de colírios lubrificantes, que devem ser indicados pelo Médico-Veterinário.
Vermelhidão, lacrimejamento excessivo, secreção em quantidade ou coloração diferente, dificuldade para abrir os olhos e tentativas constantes de coçar a região exigem avaliação veterinária. Alterações oculares podem ter diferentes causas, e a automedicação pode atrasar o diagnóstico adequado.
Atenção às orelhas
A umidade após banhos, brincadeiras com água ou passeios em dias chuvosos também pede atenção. As orelhas devem ser observadas, especialmente em animais com orelhas pendulares, maior produção de cerúmen ou histórico de otite e de dermatite atópica.
A limpeza deve ser feita com solução apropriada e sem introduzir hastes flexíveis ou outros objetos no conduto auditivo. Também não há uma frequência única para todos os pets: a indicação de uso vai depender das características e das necessidades individuais do animal.
“A higiene preventiva não substitui a consulta. Se houver dor, secreção, mau odor persistente coceira ou o hábito de sacudir repetidamente a cabeça, o mais indicado é buscar orientação profissional”, reforça Kauê.
Produtos devem ser próprios para cada região
Para auxiliar na rotina de higiene, a Vetnil® oferece soluções desenvolvidas especificamente para cães e gatos. A linha Vetnil® Skin Care reúne produtos voltados aos cuidados com a pele e a pelagem. Dentre eles, o Vetnil® Skin Care Hidrat confere hidratação à pele em nível celular. O https://vetnil.com.br/produto/vetnil-r-skin-care-defense/Vetnil® Skin Care Defense apresenta uma combinação sinérgica de prebióticos e probióticos importantes para o restabelecimento da microbiota cutânea. Já o Vetnil® Skin Care Clean é indicado para higiene, limpeza e auxílio na manutenção da pele.
Para a área ao redor dos olhos, Optivet® clean auxilia na remoção de secreções, crostas, manchas e outras sujidades acumuladas na região periocular. Já Aurivet® Clean pH Neutro é indicado para a higienização da orelha externa de cães e gatos de todas as idades, especialmente quando há acúmulo de cerúmen e mau odor.
Os produtos devem ser utilizados conforme as orientações de uso e não substituem o diagnóstico e o tratamento indicados pelo Médico-Veterinário.
Blog Vetnil®
Sabia mais dicas de cuidados no Blog Vetnil®, tema Chegada da primavera: cuidados com alergias e mudanças de pelagem em cães e gatos.
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