Notícias

23 de julho de 2025
INTOXICAÇÃO EM EQUINOS: QUAIS AS PRINCIPAIS CAUSAS E COMO IDENTIFICAR?
6 min
23 de julho de 2025
INTOXICAÇÃO EM EQUINOS: QUAIS AS PRINCIPAIS CAUSAS E COMO IDENTIFICAR?
6 min

As intoxicações representam um risco constante no manejo dos equinos, podendo comprometer seriamente a saúde dos animais e, em casos mais graves, levá-los à óbito.  Em cavalos, as intoxicações podem ocorrer por diversos fatores, como a ingestão de plantas tóxicas, alimentos ou água contaminados, uso de medicamentos e produtos químicos e até mesmo por erros de manejo.

“Mesmo com todos os cuidados no manejo, as intoxicações ainda podem acontecer. Por isso, é essencial que os criadores, tratadores e demais funcionários da propriedade saibam reconhecer precocemente os principais sinais clínicos apresentados pelos animais”, alerta Kauê Ribeiro, Coordenador de Comunicação Técnica da Vetnil®.

Entre as causas mais recorrentes estão as intoxicações por ionóforos, antibióticos amplamente utilizados na produção de ruminantes e aves, com funções coccidiostáticas, antimicrobianas e promotores de crescimento, contribuindo para a melhora do desempenho produtivo. Os equinos são extremamente sensíveis a essas substâncias, mesmo em pequenas quantidades. A ingestão de ionóforos por cavalos pode resultar em um quadro de intoxicação caracterizado por sinais clínicos como anorexia, depressão, salivação excessiva, sudorese, ataxia, tremores musculares, fraqueza, decúbito e morte.

Kauê Ribeiro alerta para outro ponto de atenção: o ambiente onde os cavalos vivem. A ingestão de plantas tóxicas, como maria mole (Senecio brasiliensis), xique-xique (Crotalaria juncea), fedegoso (Senna occidentalis), mamona (Ricinus communis) e samambaia (Pteridium aquilinum), pode causar intoxicação com diferentes sinais clínicos. Os mais comuns são salivação, sudorese, cólicas, taquicardia, tremores, convulsões, dificuldade respiratória, ataxia e até falência hepática ou cardíaca, dependendo da planta e da quantidade ingerida. 

As plantas dos gêneros Senecio e Crotalaria, por exemplo, abrigam espécies de plantas que contém alcaloides pirrolizidínicos, fitoquímicos que são bioativados no fígado e produzem metabólitos tóxicos, como os ésteres pirrólicos e álcoois pirrólicos. A intoxicação por essas espécies de plantas pode se manifestar de forma aguda ou crônica, afetando principalmente o fígado dos animais, pela inibição da mitose das células hepáticas e necrose celular, causando danos irreversíveis ao órgão. Alguns destes alcaloides, como a monocrotalina, podem acometer também os pulmões e o rim. Os equinos intoxicados apresentam sinais de diminuição progressiva do apetite, apatia, depressão, mucosas ictéricas e fotossensibilização, evoluindo para sinais neurológicos pela encefalopatia hepática, com movimentos constantes da cabeça, pressão da cabeça contra objetos, deambulação, entre outros. Os animais geralmente vêm a óbito em poucos dias após o início dos sinais clínicos. 

Podem ocorrer ainda casos de contaminação por micotoxinas, substâncias produzidas por fungos presentes em alimentos mal armazenados, como a silagem de milho. A leucoencefalomalácia, popularmente conhecida como “doença do milho mofado”, é provocada pela ingestão da fumonisina, uma micotoxina produzida por fungos do gênero Fusarium, que pode causar sérios danos ao sistema nervoso central, provocando degeneração da substância branca cerebral, além de causar danos hepáticos significativos. Entre os sinais clínicos estão letargia, andar desorientado, hiperexcitabilidade, pressão da cabeça contra superfícies e progressão rápida resultando em óbito. “Doenças causadas por micotoxinas ou outras toxinas presentes na alimentação costumam evoluir de forma rápida. Por isso, qualquer mudança de comportamento deve ser observada”, reforça o médico-veterinário da Vetnil®.

Reconhecer precocemente os sinais clínicos e acionar um médico-veterinário é fundamental para garantir um diagnóstico preciso e iniciar o tratamento o quanto antes. Em casos de intoxicação, a intervenção imediata pode ser decisiva para o prognóstico. O tratamento de intoxicações envolve a retirada imediata da fonte de intoxicação, a administração de carvão ativado, com o objetivo de reduzir a absorção das toxinas no trato gastrointestinal, a realização de terapia de suporte, como a fluidoterapia, a reposição de eletrólitos perdidos e o uso de medicamentos, vitaminas e antioxidantes que reduzam o dano oxidativo e forneçam um suporte hepático.

Com foco no bem-estar e saúde dos cavalos, a Vetnil® oferece soluções eficazes para auxiliar em casos de intoxicação, como o Enterex®, produto à base de carvão ativado, associado a zeólita, caulim e pectina, que aumentam consideravelmente seu potencial de adsorção, indicado como adsorvente de toxinas presentes no trato gastrointestinal, além de auxiliar em diarreias e gastroenterites. Kauê Ribeiro ainda destaca que a reposição de eletrólitos, com o Eletrolítico® Pó da Vetnil®, auxilia na restauração do equilíbrio hidroeletrolítico e na prevenção de distúrbios metabólicos, enquanto o Hipervit® 20.000 mcg e E-S-E® oferecem suporte nos casos em que ocorrem alterações neurológicas e musculares. O Hipervit® 20.000 mcg da Vetnil® é um produto injetável com Vitamina B12 em alta concentração, enquanto o E-S-E® é um suplemento com vitamina E e selênio, antioxidantes que atuam principalmente na musculatura, protegendo contra possíveis degenerações musculares e danos oxidativos. Cavalos que apresentam fasciculações musculares severas podem necessitar miorrelaxantes centrais como o metocarbamol, princípio ativo que compõe o Descontrax®, medicamento da Vetnil®.

Em situações em que há comprometimento hepático, o uso de produtos que auxiliem na recuperação metabólica e/ou hepática dos animais é essencial, como é o caso do Ornitil®. O Ornitil® é um eficiente antitóxico e auxiliar do metabolismo hepático, contendo princípios ativos considerados fundamentais para conversão de subprodutos tóxicos decorrentes da metabolização de proteínas. Em situações de estresse metabólico, o Hepvet® Equinos é uma opção indicada por reunir 23 elementos essenciais ao suporte na recuperação de animais submetidos a condições extremas. Além disso, contém componentes precursores da glutationa, principal antioxidante endógeno, que contribui para otimizar a capacidade de recuperação metabólica.

Em alguns casos, a reposição intravenosa de nutrientes, como vitaminas e aminoácidos, também pode auxiliar na recuperação do metabolismo energético e proteico dos animais, como é o caso do Bionew®.

A adoção dessas medidas, sempre sob orientação e condução profissional, potencializa as chances de recuperação e minimiza os danos causados pelas toxinas. Além disso, o uso de produtos confiáveis e direcionados ao suporte clínico adequado é um diferencial importante na resposta terapêutica. A prevenção também é importante para evitar que as intoxicações ocorram. “O ideal é que o manejo preventivo seja eficaz. Para isso, recomendam-se práticas de manejo seguras, controle rigoroso da qualidade da alimentação, armazenamento correto dos insumos e acompanhamento veterinário contínuo para garantir a saúde e o bem-estar dos equinos”, observa Kauê Ribeiro.

Referências:

DE MELO BARROS, Dayane et al. Vitamina B12: funções metabólicas e impactos para a saúde. Brazilian Journal of Health Review, v. 8, n. 3, p. e79979-e79979, 2025.

DE OLIVEIRA, Gutiherry Silva et al. INTOXICAÇÃO EM POTRO POR IVERMECTINA. Revista Contemporânea, v. 4, n. 6, p. e4628-e4628, 2024.

GARCIA, Erendira Itzel Ceja et al. Dietary supplements of vitamins E, C, and β-carotene to reduce oxidative stress in horses: an overview. Journal of Equine Veterinary Science, v. 110, p. 103863, 2022.

JARAMILLO, Fernando Mosquera et al. Efficacy of oral Cynara scolymus and Silybum marianum on toxicity of imidocarb dipropionate in horses. Veterinary record open, v. 7, n. 1, p. e000416, 2020.

KIRSCHVINK, Nathalie; DE MOFFARTS, Brieuc; LEKEUX, Pierre. The oxidant/antioxidant equilibrium in horses. The Veterinary Journal, v. 177, n. 2, p. 178-191, 2008.

LANDOLT, Gabriele A. Management of equine poisoning and envenomation. Veterinary Clinics of North America: Equine Practice, v. 23, n. 1, p. 31-47, 2007.

MACHADO, Mizael et al. Intoxicação por antibióticos ionóforos e leucoencefalomalácia concomitantes pelo consumo de ração comercial contaminada em equinos. Acta Scientiae Veterinariae, v. 46, p. 6-6, 2018.

WYGANOWSKA, Amelia et al. The effect of selenium on proper body function in horses. JAPS: Journal of Animal & Plant Sciences, v. 27, n. 5, 2017.

Outras notícias

VETNIL PROMOVE INICIATIVA DE RECONHECIMENTO E RELACIONAMENTO COM MÉDICOS-VETERINÁRIOS DE EQUINOS
Iniciativa contempla diferentes especialidades e reforça a proximidade da marca com os médicos-veterinários de equinos em diferentes regiões do Brasil. Estreitar o relacionamento com os médicos-veterinários e valorizar sua atuação em diferentes áreas da medicina equina são os principais objetivos da iniciativa promovida pela Vetnil, líder nacional em medicamentos e suplementos para equinos. Desenvolvida ao longo de 2025, se estendendo em 2026, a iniciativa foi estruturada em três etapas e contemplou 300 médicos-veterinários de diferentes especialidades, em diversas regiões do Brasil. “Este projeto permite estarmos mais próximos desses profissionais e compreendermos ainda mais os desafios presentes em sua rotina”, afirma Maria Amélia Fernandes, Gerente de Marketing Equinos da Vetnil. O projeto busca aproximar ainda mais a Vetnil dos profissionais da medicina veterinária equina, por meio de experiências personalizadas que consideram as particularidades ...
AUMENTO BENIGNO DA PRÓSTATA AFETA MAIS DE 95% DOS CÃES NÃO CASTRADOS ACIMA DOS 9 ANOS
No Novembro Azul Pet, Médico-Veterinário da Vetnil® explica quais sinais podem indicar alterações prostáticas e quando procurar atendimento Dificuldade para defecar, presença de sangue na urina, secreção sanguinolenta pelo pênis e desconforto abdominal podem ser sinais de alterações na próstata dos cães. O problema merece atenção principalmente entre machos adultos e idosos que não foram castrados. Segundo o WSAVA, o aumento benigno da próstata é encontrado em 80% dos machos não castrados com mais de cinco anos e em mais de 95% daqueles com mais de nove anos. Durante o Novembro Azul Pet, o Médico-Veterinário da Vetnil®, Kauê Ribeiro, orienta que é preciso observar mudanças na rotina do animal e manter o acompanhamento veterinário, mesmo quando não há sinais aparentes. Isso porque algumas doenças prostáticas podem evoluir silenciosamente ou provocar manifestações facilmente confundidas com alterações urinárias, intestinais ou com o próprio envelhecimento. “A próstata está l...
VETNIL CONTRIBUI PARA DISCUSSÕES SOBRE SAÚDE EQUINA DURANTE XX FÓRUM DE GASTROENTEROLOGIA EQUINA
A Vetnil, líder nacional em medicamentos e suplementos para equinos, marca presença no XX Fórum de Gastroenterologia Equina, que acontece de 29 a 31 de outubro, no Jatiúca Hotel & Resort, em Maceió (AL). Patrocinadora do encontro, a empresa também integra a programação científica com duas palestras voltadas à saúde gastrointestinal e aos cuidados relacionados à síndrome do abdome agudo em equinos, a cólica. No dia 29 de outubro, das 16h50 às 17h20, Gabriela Oliveira, analista de Comunicação Técnica da Vetnil, apresentará a palestra “Suporte nutricional e suplementação estratégica na recuperação do equino pós-cólica”. Já no dia 30 de outubro, das 15h50 às 16h20, o Prof. Dr. Neimar Roncati, referência na medicina equina, abordará o tema “Saúde gastrointestinal de equinos”. A gastroenterologia equina é uma área ampla e desafiadora da medicina veterinária, que exige atualização constante dos profissionais. Entre os principais temas de interesse estão o aprimoramento do diagnó...

Cadastre-se para receber novidades da




    Se você já tem cadastro, insira seu e-mail abaixo!

    E-mail *

    Bem-vindo a Vetnil®
    Usamos cookies para melhorar sua experiência.

    Nós guardamos informações técnicas e analíticas do seu acesso e navegação em nosso site.